Como é que certos tipos têm belas frases à hora da morte? O "tudo está bem" de Kant, ou "amanhã o que virá" de Pessoal, ou até mesmo à maneira de Sócrates, "o levem daqui as mulheres" de Herculano? Há hora da morte devia-se estar calado. E à medida que o tempo vai chegando, era o que devia apetecer. E daqui o não se perder a fala, mesmo em lamúria, é o sinal que resta de que ainda se está vivo. Mas se a coisa doer, fica-se quieto, à espera. A grande verdade da vida é a morte. E um morto está sossegado. Como é que certos tipos à hora da morte têm o desplante de ter frases?
Até 15 de Novembro de 2007a comunidade académica da Universidade de Aveiro vai poder aceder a mais de 10.000 livros electrónicos on-line, publicados nos anos de 2005 - 2007, que a editora Springer disponibiliza gratuitamente. As principais áreas abrangidas são:
Quando à pouco voltava para casa, passei pelo largo do tribunal no centro da cidade. Este é provavelmente um dos locais mais movimentados da cidade. Desde o advogado, político ou funcionário público que por lá passam num trote apressado às excursões de famílias que decidem acampar à porta do tribunal por solidariedade com os seus semelhantes que só deram umas facaditas ou fizeram uns contrabandozitos (coisa pouca). Este é também é o lugar onde os mais comuns dos mortais se esquecem do saco do pão.
Caro amigo(a)! Se você perdeu o seu saco do pão e está a oferecer uma recompensa choruda pelo desaparecimento deste, tenho de o informar que eu já encontrei o seu saco. Antes de passar por uma caixa multibanco para debitar na minha conta a recompensa por o ter encontrado, sugiro que passe por lá primeiro pois nunca se sabe se este voltará a desaparecer ou mais grave que isso, que este fique rijo como pedras.
Sabe mesmo bem ter amnésias como esta, especialmente quando estes nos fazem lembrar momentos felizes que passei na minha infância. Estou a falar de uma música que estranhei e entranhei na altura. Na altura devia de ter por volta de 3 ou 4 anos, e lembro-me a minha prima por este single a tocar a tocar várias vezes. Queria por isso partilhar convosco esta minha descoberta de à pouco enquanto ouvia uma playlist do finetune: Falo-vos de To France, um single do álbum Elements de Mike Oldfield em que o próprio e Maggie Reilly fizeram simplesmente isto:
Penso que ninguém tem dúvidas quanto ao talento de Mike Oldfield. Quanto ao talento de Maggie Reilly, posso-vos dizer que fiquei espantado com o percurso musical desta senhora que é sem dúvida uma coisa do outro mundo. Especialmente quando descobri que o single Moonlight Shadow do mesmo álbum é mais um dueto bem conseguido entre Mike Oldfield e Maggie Reilly, provavelmente um dos melhores duetos de toda a história da música (claro, sem contar com o dueto de Freddie Mercury e Montserrat Caballé no mítico Barcelona, mas isto é outro campeonato ;-) )
Depois desta descoberta, vou começar a estar mais atento a estes dois cantadores. Quanto a Mike Oldfield, já sei quem vou cravar para me ripar uns CD's. Quanto à Maggie Reilly, para já vou-me deliciar com as músicas que estão no myspace dela . Qualquer uma das músicas que está disponível é mesmo muito muito boa :) . Mas permitam que vos conte uma pequena inconfidência: Estou a pensar seriamente em tomar de assalto a casa da minha primita trintona e fazer uma busca criteriosa a ver se encontro umas K7 desta senhora (se ela não as deitou fora, claro porque agora K7 já não se usa :D ) para ver se limpo o pó à minha antiga aparelhagem. Deve estar bonita, deve?
Certo dia quando me encontrava em viagem de finalistas com os meus colegas de secundário, um deles já alcoolicamente bem disposto, disse-me uma máxima que jamais irei esquecer:
"Os diferentes fazem a diferença!"
A nossa relação como amigos nunca foi das melhores, muito por estarmos na altura a batalhar pelo mesmo amor (diga-se a mesma miúda), mas acima de tudo muito por culpa das nossas diferenças. Por vezes questiono-me se ele, mesmo que meu rival, não foi um dos melhores amigos. Por acaso até nos tornarmos amigos . No entanto esta ligação acabou por se dissipar com o tempo, muito por culpa de estudarmos em cidades diferentes e distantes. Embora por vezes me custe admitir, parte daquilo que hoje sou, a muito o lho devo pois ele foi das poucas pessoas que me interpelou com palavras certas no momento certo. Já não me lembro do último dia em que nos falámos, mas lembro-me que numa das últimas vezes que nos falámos, encontrava-me a finalizar a minha licenciatura: Foi no dia do desfile do enterro do ano, quando pela força do acaso estávamos a jantar no mesmo restaurante, eu acompanhado pelos meus colegas de curso e ele numa outra mesa com o seu irmão, finalista em ECT. Quando nos encontrámos, lembro-me que estivemos cerca de meia hora. Lembro-me que durante a nossa conversa lhe contei que estava a ter sucesso nos meus estudos ao qual ele retorquiu com um simples sorriso. Já ao terminar a nossa conversa, pego no meu lençol de finalista e dei-lho para que ele o assinasse. Ele assinou com uma simples dedicatória e antes de nos despedirmos, disse-me umas palavrinhas que me tocaram bastante ... É nestes momentos efémeros quem são os nossos verdadeiros amigos: Aqueles que parecem estar ausentes mas estão presentes; aqueles que nos aceitam e não os que nos rejeitam mas acima de tudo aqueles que aceitam as nossas diferenças. É por esta e por outras que os diferentes fazem a diferença!
Are you such a dreamer? To put the world to rights? I'll stay home forever Where two & two always makes up five
I'll lay down the tracks Sandbag & hide January has April's showers And two & two always makes up five
It's the devil's way now There is no way out You can scream & you can shout It is too late now Because
You have not been paying attention
I try to sing along I get it all wrong Ezeepeezeeeezeepeeezee NOT I swat em like flies but Like flies the burgers Keep coming back NOT Maybe not "All hail to the thief" "But I am not!" "Don't question my authority or put me in the dock" Cozimnot! Go & tell the king that The sky is falling in When it's not Maybe not.
Já alguma vez experimentaram dançar dentro de um pacote de leite? Eu já experimentei e descobri que até sei dançar Ballet, Chacha e Samba. Acreditem que é por uma boa causa.
Soube há pouco pelo blog De Rerum Natura que está a decorrer na Universidade de Harvard (Boston) mais uma edição os prémios Ig Nobel. Para saberem mais sobre os prémios Ig Nobel, nada melhor que ler este post. Descobri que esta cerimónia pode ser acompanhada online, mas para meu descontentamento não estou a conseguir visionar os webcasts da cerimónia, o que é realmente uma pena pois estou a perder um grande momento de humor, mas paciência. Provavelmente amanhã uma alma caridosa irá colocar uns vídeozitos bem catitas no YouTube.
Ao contrário do prémio Nobel, o prémio Ig Nobel contempla a Matemática. No ano transacto, este prémio foi recebido pelos investigadores Nic Svenson e Piers Barnes, que se deram ao trabalho de calcular o número de fotografias que se pode pode tirar até se assegurar que ninguém na foto se encontre de olhos fechados. Se acham este prémio parvo, então irão ficar mais atarantados com os galardoado no ano transacto com o Ig Nobel da paz: Howard Stapleton, recebeu esta louvada distinção por ter criado um repelente electromecânico de jovens. Esta invenção consiste num dispositivo que emite um som irritante audível por jovens mas não por adultos. O objectivo futuro será aplicar esta tecnologia na criação de toques de telemóveis audíveis pelos jovens (diga-se alunos) mas (provavelmente) não audíveis pelos seus professores.
Mais Ig(Nóbeis) desta categoria podem ser encontrados aqui.
Mais uma malha do novo álbum dos Nightwish, Dark Passion Play, que por acaso já deve estar à venda a partir de HOJE.
Finally the hills are without eyes They are tired of painting A dead man's face A red red fair own of blood. We used to love Having so much to lose Blink your eyes just once And see everything in bluish.
Did you ever hear what I told you? Did you ever read what I wrote you? Did you ever listen to what we played? Did you ever let in what the world said? Did we get this far just to feel your hate? Did we play to become only pawns in the game? How blind can you be? Don't you see? You chose the long road, but we'll be waiting Bye bye beautiful! Bye bye beautiful!
(...) For the blinded siblings Walking her dying earth Lose around a choking heart Eternity torn apart Slow down out a funeral prayer I need to guide you through a lie
Did you ever hear what I told you? Did you ever read what I wrote you? Did you ever listen to what we played? Did you ever let in what the world said? Did we get this far just to feel your hate? Did we play to become only pawns in the game? How blind can you be? Don't you see? You chose the long road, but we'll be waiting Bye bye beautiful! Bye bye beautiful! Bye bye beautiful! Bye bye beautiful!
(...) power (...) dream Someday I'll learn to love this past Still fresh (...)
How blind can you be? Don't you see? How blind can you be? Don't you see? How blind can you be? Don't you see? That we can't (...) our destiny
Did you ever hear what I told you? Did you ever read what I wrote you? Did you ever listen to what we played? Did you ever let in what the world said? Did we get this far just to feel your hate? Did we play to become only pawns in the game? How blind can you be? Don't you see? You choose the long road, but we'll be waiting Bye bye beautiful! Bye bye beautiful! Bye bye beautiful! Bye! Bye! Bye! Bye!
Enquanto não chega uma nova odisseia do Star Wars (prevista para 2009), nada melhor que nos divertirmos com as personagens (os bonzinhos e os mauzinhos) numa amena cavaqueira. Um bom momento de comédia para soltarmos aquela gargalhada
Depois de passar o meu domingo numa passeata bastante agradável à pacata cidade de Brugge, chegou na 2ª feira o primeiro dia do Workshop on Clifford Analysis and Applications, dedicado à memória de Jarolím Bures falecido a 1 Outubro de 2006. Foi com este senhor que dei os meus primeiros passos na análise de Clifford quando à 4 anos atrás assisti ao Curso Intensivo leccionado por ele e o seu homólgo Soucek em Coimbra, isto em Março 2003. Quanto ao workshop em si, pode-se dizer que foi uma espécie de reunião em família onde (quase) todos se conheciam. Quanto às palestras que assisti, posso dizer que apenas estive interessado em 4 ou 5 enquanto que nas restantes decidi passar o tempo a ultimar os detalhes da minha palestra. Pela primeira vez falei no último dia, o que não me agradou muito pois os últimos dias de encontros são sempre os quais a maior parte se acaba por baldar. No entanto posso gabar-me de ter tido uma assistência fiel que assistiu de modo atento a toda a minha palestra. A parte foi sem dúvida ouvir um aplauso que me pareceu não ser forçado pois quando olhei para a assistência, a maior parte esboçava sorrisos. Pessoalmente, esta foi sem dúvida uma das melhores palestras que já dei. Pode-se assim dizer que o balanço da minha participação foi bastante positivo. Pena é tenha havido, à posteriori, tempo para se discutir mais em detalhe com as pessoas interessadas (o problema de ser o último dia). Embora tenham sido três dias a assistir a palestras, tivemos tempo para alguns bons momentos de lazer, entre os quais uma visita guiada à cidade de Ghent e o jantar do Workshop. Durante a visita à cidade aprendi que a Flandres (região da Bélgica onde se situa Ghent) já esteve sobre ocupação dos Romanos, Austríacos, Ingleses e Franceses e que apenas se tornou independente no século XIX. Depois desta curta explicação, penso que agora já entendem
e o porquê de encontrarmos esta placa no hall de entrada da universidade
Desta visita gostei essencialmente da parte em que passámos por uma rua timbrada com grafitis. Segundo nos disse a guia, esta é a única rua da cidade onde é permitido grafitar. Por outro lado foi-nos explicados que estes grafitis são em geral substituídos por outros de 15 em 15 dias.
Se alguns de vós ainda veem o grafiti como um acto marginal, penso que depois de ver estas verdadeiras obras de arte, irão repensar a vossa opinião.
Quanto ao jantar do Workshop, foi aquilo que se chama um jantar gourmet: Por exemplo, os lugares estavam criteriosamente reservados com cartões que indicavam o nosso nome, o vinho era sempre servido pelos empregados (neste caso pelas ...) e nunca se enchiam os pratos de comida. Este é daquele tipo de serviços que nos faz sentir como verdadeiros reis. A melhor parte foi sem dúvida a parte da sobremesa; a pior parte foi lembrar-me que todo este requinte custou-me 40 euros.
Durante estes três dias ainda aconteceram episódios pitorescos dignos de registo: Por exemplo, a parte em que as torradas se queimaram (não fui eu o culpado não senhor :) )
e a parte em que estávamos à procura de uma caixa multibanco para levantar dinheiro. Como cromo que sou decidi gravar este momento com a minha máquina fotográfica. O resultado final deu mais um vídeo parvo que já se encontra disponível no YouTube o qual baptizei por
X-Files: O mistério da caixa multibanco desaparecida
Este foi sem dúvida um momento de grande risada pois ninguém se tinha apercebido que a caixa multibanco fechava durante a noite para não ser vandalizada. Se ouvirem com atenção os últimos 10 segundos de vídeo, irão aperceber-se que fomos abordados por uma Portuguesa a dizer-nos que era perigoso falar em Português durante a noite. Para não fazer mais espalhafato, decidi então desligar a máquina. Foi como imensa pena minha que não gravei esta senhora, pois ela tal como nós também pretendia levantar dinheiro mas sua esperteza saloia não lhe permitiu descobrir que a dita caixa multibanco exterior. Podem não ter achado grande piada à nossa prestação de totós neste vídeo mas uma coisa vos garanto: Esta senhora superou-nos em larga escala com a sua vocação inata para dar umas valentes calinadas.