Por acaso anda perdido?

quinta-feira, julho 19, 2007

Intermezzo

Assim como todas as lojas de conveniência encerram temporariamente para balanço, eu também
preciso de o fazer para descansar e acima de tudo ... reflectir.
Neste "encerramento" inclui-se uma pausa nas postagens neste blog por um tempo indeterminado.

Não sei quando irei voltar nos próximos tempos a postar por estes lados qualquer coisa. O mais provável é voltar apenas no início de Setembro em versão Lost in Ghent
para relatar como já fiz das outras vezes, as minhas e desventuras a quando da minha participação no Workshop on Clifford Analysis and Applications.
De qualquer modo, podem continuar a passar por aqui para simplesmente lerem os posts que ainda não devem ter lido, como por exemplo este , este, este, este e já agora mais este.
Prometo que irei ler de tempos a tempos o e-mail, os vossos comentários et all. Num certo sentido, irei estar longe mas ao mesmo tempo irei estar por perto.
Em jeito de despedida gostaria de retribuir a todos os que me visitam, aos que forma directa ou indirecta contribuem para a existência de Lost ...

Para não irem embora de mãos a abanar, deixo-vos aqui este vídeo hilariante dos
Monty Python ao vivo no Hollywood Bowl (1982) já a pensar na próxima época futebolística . De certeza que irão gostar





E agora, com a vossa licença vou fechar este estabelecimento para obras


Miscelânea Lost ...


Jardim anexo ao Museu Toulouse-Lautrec
Gailac, arredores Toulouse
Maio 2005


Avistando os Pirinéus
Espanha
Maio 2005


Noites brancas
Joensuu
Junho 2005



"Perdido" em Joensuu
Junho 2005


Lago, arredores Joensuu
Finlândia
Junho 2005


Eléctrico,
Helsinquia, centro cidade



A minha loja roupas,
algures em Helsínquia,
Junho 2005



À espera do metro
Berlim
Março-Abril 2006


Cume praça Sony, AlexanderPlatz,
Berlim,
Março-Abril 2006



Caminhando pelo ex-sector Russo,
Berlim,
Março-Abril 2006


Crepúsculo, Weimar, Julho 2006



Uma cadeira,
próxima biblioteca Universidade Bauhaus-Weimar,
Julho 2006



Biblioteca Universidade Bauhaus-Weimar,
Julho 2006



Túmulos dos Reis Espanha,
El Escorial,
Agosto 2006


El Escorial,
vista para as montanhas,
Agosto 2006



Algures entre a Plaza de España e a Gran Via,
Madrid,
Agosto 2006

Declarações de José Saramago: O comentário que faltava


No passado dia 15, Saramago deu uma entrevista no DN em que defendia a ideia de transformar Portugal numa provincia de Espanha. E o que é melhor é que Espanha podia mudar de nome para Iberia para não ofender o "brio" dos portugueses. A conclusão que eu tiro disto é que a idade é cruel para certas pessoas. Penso que isto não é alzheimer nem sequer Parkinson, é uma doença nova que se pode vir a chamar Saramaginson e que afecta indíviduos que a certa altura da vida receberam um prémio, vivem fora do país de origem, acreditam que o comunismo é viável e que admiram ditadores.

«Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal»
Ao ler esta frase não ficam dúvidas de que Saramago fala como se já fosse espanhol. Esta é já uma fase avançada da doença, em que o paciente acredita que pode anexar países dando depois outros nomes. Um caso conhecido foi o de Hitler, que disse para a empregada: "Já temos a Polónia, a Bélgica e a Holanda, agora estamos a pensar na província de França. Se calhar vamos chamar isto de Hitlerlandia um dia".

«Provavelmente [Espanha] teria de mudar de nome e passar a chamar-se Ibéria. Se Espanha ofende os nossos brios, era uma questão a negociar»
E porque não passar a chamar-se Tap? ou Portugália? Era uma questão de negociar.

Saramago disse que os portugueses compreenderiam a mudança, «não é uma cedência nem acabar com um país, continuaria de outra maneira. (...) Não se deixaria de falar, de pensar e sentir em português».
Claro que não é acabar com um país. Se passarmos a ser uma província espanhola faz todo o sentido continuarem a considerar-nos um país. Quem deve ficar contente são os artistas internacionais que cá vêm e começam os espectáculos com "Buenas noches Espana", assim já não são gozados pelos portug... Ibéricos.

Se o Saramago está tão preocupado com o nosso país e com o bem estar dos portugueses porque não começa com coisas mais pequenas, como pedir a integração do Partido Comunista no Partido Socialista ou Bloco de Esquerda? Ou então porque não fica sossegado e calado junto dos seus amigos espanhois em Lanzarote? Para nos desenvolvermos ou recuperarmos da crise a solução é a união com Espanha? Então não é mais fácil os portugueses começarem a ter uma atitude mais dinâmica em vez de andarem a queixar-se e deixarem este país ser governado por corruptos e incompetentes? Se o jornal chinês que deu a notícia de que 50% dos portugueses concorda com esta ideia está a dizer a verdade, então o melhor é que estes 50% se mudem para Espanha. O espaço que eles iriam deixar dava-nos jeito.

quarta-feira, julho 18, 2007

Um cartoon matemático


PS: Ricardo, obrigado pela dica

segunda-feira, julho 16, 2007

O Guardador de Rebanhos



Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.






Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.





Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.



PS: Fotos tiradas quando andava "perdido" pelo parque municipal de Weimar (Julho 2006) .

domingo, julho 15, 2007

Já a pensar em férias



Estava a pensar no que fazer no próximo fim de semana quando for a casa e eis que arranjei uma boa desculpa para voltar a visitar pela 12303 vez a vila de Óbidos. Sinto-me um felizardo por morar a 30 minutos desta Maravilha.
Para os interessados obter mais informações sobre a Feira Medieval, clique aqui.

sábado, julho 14, 2007

nfaust

nfaust@sapo.pt
nfaust82@gmail.com
nfaust_mac_avr@hotmail.com

sexta-feira, julho 13, 2007

Nesta 2ª feira


Olá a todos,

relembramos que no dia 16 de Julho, 2ª feira, iremos construir o mural com a produção científica dos bolseiros da UA junto da Cantina de Santiago às 14h30m.

A adesão dos bolseiros da UA a esta iniciativa tem sido notória através do envio /entrega ao NBIUA das primeiras páginas dos seus artigos científicos. No entanto, quem não o fez mas queira ainda fazê-lo deve comparecer na construção do mural, trazendo impressão dos artigos.

Convidamos todos a estarem presentes nesta iniciativa e a colar os próprios artigos, de forma a mostrar à comunidade académica o nosso papel na construção e disseminação de conhecimento nas diversas áreas científicas em que nos inserimos. Esperamos por vós!

Até lá,

NBIUA

quarta-feira, julho 11, 2007

Som 3D

Ponham os auscultadores primeiro (imprescindivel e se não os tiverem, vale a pena esperar por eles). Os altifalantes dos computadores não têm o mesmo efeito!!
http://www.gmoura.com/blog/imgs_posts/barbershop.mp3

PS: Filipa, obrigado pelo link

Fractais versus The Police


Muitos dos que já constataram a desorganização que reina no ambiente de trabalho do meu laptop já tiveram oportunidade de apreciar esta imagem sem terem questionado o que realmente é ou como realmente foi criada.
Se experimentarem em qualquer browser como por exemplo, no google, fazer uma pesquisa sobre o termo Fractais, irão de certeza encontrar imagens como esta.
Questões sobre fractais surgiram antes da invenção dos computadores modernos. Uma das questões foi colocada por fabricantes de mapas cartográficos quando tiveram problemas relacionados com a medição do comprimento da costa da Bretanha (Normandia). Se repararmos no mapa, podemos constatar que a parte costeira é uma área de costa finita, sendo limitado por uma linha infinita. Poucos sabiam que esta era uma propriedade dos fractais.


Depois de terem lido esta pequena introdução, gostaria de vos convidar para fazerem uma pequena viagem ao som dos The Police, por este mundo fascinante, onde os objectos apresentam auto-semelhança e complexidade infinita ( i.e. sempre cópias aproximadas de si mesmo no seu interior).

Enjoy the show






"Nuvens não são esferas, montanhas não são cones, continentes não são círculos, um latido não é contínuo e nem o raio viaja em linha recta." - Benoit Mandelbrot

terça-feira, julho 10, 2007

Scholarpedia

Para todos os interessados em ciência, gostaria de vos dar a conhecer o Scholarpedia, cujo formato de edição é parecido ao do Wikipedia.
A grande diferença entre o Wikipédia e o Scholarpedia reside no facto de no Scholarpedia os autores são convidados a escrever artigos para esta.
Experimentei há pouco a pesquisa aleatória e saiu-me este artigo interessante sobre os Modelos Dinâmicos do Cálcio.

sábado, julho 07, 2007

Mosteiro de Alcobaça: Somos uma Maravilha

E já está! Somos uma das 7 Maravilhas. Agora, segundo a promessa do nosso querido Sapinho há Luís de Matos à Borlix. ...

muito brevemente ...


quarta-feira, julho 04, 2007

A foto de família

Recebi à pouco um e-mail do meu amigo Sven com mais algumas fotos tiradas durante a segunda semana de curso intensivo realizada em Aveiro.
Pessoalmente, esta última semana de curso foi bastante produtiva, pois além de uma semana preenchida com as aulas do Professor Doutor Richard Delanghe (para quem não sabe, o pai da Análise de Clifford), o Professor Doutor Wolfgang Sproessig (o meu bisavô de Doutoramento) e pela não menos conhecida Professora Doutora Paula Cerejeiras, tive a oportunidade de conhecer novas pessoas além de poder trocar opiniões diversas sobre Matemática.
Para finalizar, deixo-vos com a foto de família tirada no último dia de curso com a "nova" geração de Cliffordianos.


Da esquerda para a direita:

Gil Bernardes, Universidade de Coimbra
Norman Guerlebeck,Universidade de Jena, Alemanha
Regina de Almeida, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Matti Schneider, Universidade de Freiberg, Alemanha
Nelson Faustino, Universidade de Aveiro
Sven Ebert, Universidade de Freiberg, Alemanha
Juliane Mueller, Universidade de Freiberg, Alemanha
Milton Ferreira, Universidade de Aveiro

Serviço Público V: O papel para o tabuleiro

Hoje eu e a minha irmã decidimos ir fazer algo de radical, isto é, ir jantar à Cantina do Castro.
Claro que nunca irei escrever um post sobre a comida da cantina, pois como já se sabe, pouco ou mesmo nada há a fazer.
Porém gostaria de destacar a criatividade que a AAUAV utilizou para divulgar informações sobre o Novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, ao criarem papel para os tabuleiros que contém todas as informações que qualquer aluno da UA deverá saber à priori.
Esta ideia criativa merece 20 valores, pois podemos estar entretidos a ler o papel, enquanto esperamos na fila. Além disso, o meio ambiente agradece. (De qualquer das maneiras, papéis como estes acabam sempre de irem directamente para o lixo depois de serem lidos.)


terça-feira, julho 03, 2007

Acham-me isto normal?

Ontem enviei um e-mail aos meus amigos Juliane, Norman e Svend com as fotos que tirei durante o curso intensivo, nas quais se incluem o momento em que nos deliciávamos com um tintol no bombordo.
Há pouco recebi um e-mail da Juliane. Pensava eu que era a agradecer por lhe ter enviado as fotos. No entanto, quando o abri, tive um súbito ataque de riso ao ponto de me começar a doer a barriga de tanto me rir.
Como bom amigo que sou, gostaria de partilhar esta pérola com os meus ilustres visitantes.

Ora leiam lá sff:


Hi Nelson,

I have a little question.
One of my collegues here in Germany wants to know how the following sentence is translated into Portuguese:
"I have fallen over and I don't come up to my feet again"
He wants to know this in every language, because sometimes he drinks too much, and needs help, if he has fallen over. And so he thought it would be the best to translate it in every language.
I hope you can help me.

Greetz from Germany, Julie

segunda-feira, julho 02, 2007

Tributo à Princesa Diana






Ontem foi um dia especial, pois celebrou-se no renovado estádio de Wembley um concerto para celebrar o aniversário da princesa Diana.
Esta bela princesa foi sempre uma referência para a minha mãe. Lembro-me de quando era petiz, de a minha mãe comprar as revistas em que a princesa Diana era capa.
Esta admiração deve-se em parte ao facto de eu e o Príncipe William sermos da mesma idade.
Quanto ao concerto de ontem, foi sem dúvida algo de extraordinário que infelizmente não pude acompanhar pois tive de viajar durante a tarde para Aveiro. No entanto, graças ao YouTube pude ver alguns dos momentos do concerto de ontem dos quais gostaria de registar dois grandes momentos musicais, não por terem sido os melhores mas por fazerem parte da minha história de vida.

Duran Duran

A par dos Depeche Mode, esta é das bandas de Pop/Electrónica dos anos '80 que mais aprecio. Quando eu ainda eu era um pequeno embrião, estes rapazes tinham acabado a lançar o álbum Rio. Passados mais de 20 anos, os temas deste álbum são ainda dos temas mais tocados desta banda. Quem não se lembra de Save a Prayer, Rio ou do não menos polémico The Chauffeur ?
No entanto, existe um tema composto pela banda que vive entranhado na minha pele: É Come Undone do álbum Duran Duran de '93: Uma música que fala essencialmente de frustações amorosas. Quando virem o vídeo, penso que irão perceber porque costumo usar netsharky como nickname.
Enquanto não chega o próximo álbum (previsto para Outubro deste ano), deixo-vos com Reach Up For The Sunrise do último Álbum, (Astronaut, 2004)





Take That


Tenho de dizer que nunca fui muito à bola com estes rapazes, embora as minhas primas mais velhas delirassem de cada vez que os viam na TV. Chegavam até a comprar revistas só por causa de trazerem um poster dos Take That.
Foram também alguns posters dos Take That que gamei às minhas primas que serviram para ganhar algum dinheiro para comprar os meus primeiros berlindes. Na altura não acharam muita graça, mas lá me perdoaram.
Para felicidade das minhas primitas trintonas, os Take That voltaram a gravar novo CD. Já tive a oportunidade de ouvir o CD e posso-vos dizer que não aprecio muito.
No entanto Shine é uma excepção. Daí este vídeo estar anexado a este post.


domingo, julho 01, 2007

Portugal inventou a internet ...



Sim, Portugal inventou uma versão da Internet há 500 anos, segundo o "New York Times" de 29 de Junho

O artigo descreve a exposição sobre os Descobrimentos portugueses que se encontra patente em Washington. Eis o começo para abrir o apetite:

Portugal, Conquering and Also Conquered

By HOLLAND COTTER


WASHINGTON, June 22 — A little-known fact: A version of the Internet was invented in Portugal 500 years ago by a bunch of sailors with names like Pedro, Vasco and Bartolomeu. The technology was crude. Links were unstable. Response time was glacial. (A message sent on their network might take a year to land.) They put up with it all. They were hungry to gain access to the world.


That’s the basic story of “Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17 Centuries” at the Arthur M. Sackler Gallery, a show that glows like a treasury, radiates like a compass and seems as rich with potential information as the World Wide Web.

sexta-feira, junho 29, 2007

O pecado de Darwin


Ontem fui dar uma volta pelo fórum e passei pela Bertrand onde adquiri para além deste livro, um outro entitulado Um olhar sobre o holocausto.
Embora o Darwinismo possa ser uma teoria/corrente em decadência, o modo com que a teoria foi concebida é qualquer coisa de surpreendente e arrebatador capaz de convencer qualquer um à primeira.
Os que não aceitam o Darwinismo costumam argumentar que a “ligeireza” com que esta foi aceite deve-se da “falta de provas” do evolucionismo, e do uso desta corrente como arma de arremesso a Deus! Mas adiante ...
Voltando ao livro: Ontem há noite começei por ler as primeiras 27 páginas e pessoalmente fiquei logo fascinado pelo livro, especialmente com a fluidez com que a história em si é narrada.
No entanto isto é só no início. No meio deste, existem umas "páginas soltas" com alguns fragmentos do diário da filha de Darwin. Estive ainda há pouco a desfolhar o livro e encontrei esta página de diário escrita a 29 de Junho de 1871, a qual tomei a liberdade de transcrever parcialmente abaixo.
Depois de ter acabado há pouco de ler esta página de diário, fiquei ainda mais agarrado à história em si.
Para quem ainda não conhece o livro, o meu conselho é que, mesmo que não estejam interessados em comprá-lo, passem por uma livraria e tomem a liberdade de o desfolhar e de ler alguns excertos em diagonal. Tudo me leva a crer que não se irão arrepender.




29 de Junho de 1871

Não sei dizer se os meus sentimentos por X são correspondidos.
Por vezes, ouso pensar que gosta de mim. Ontem, veio jantar a Down House e, depois, a família retirou-se para a sala de estar, onde ele tocou no piano de cauda e eu virei as páginas para ele. Ao fazê-lo, tive a impressão de que me olhava no canto do olho (...)

O meu coração batia tanto que temi que me denunciasse, que ele quase o pudesse ouvir quando a música parasse (...)

Quando a música terminou, ele e o papá entraram numa discussão quanto às teorias do papá sobre a "selecção sexual". X disse uma coisa que fez com que o papá ficasse excitado- a saber, que pensara muitas vezes que os animais usavam o canto para cortejar os seus parceiros.
Vi que o papá estava a registar este pensamento para uma possível utilização mais tarde. Em seguida, X afirmou que achava que os seres humanos faziam mais ou menos e tive a sensação de que, ao dizê-lo, olhava na minha direcção (...)

quinta-feira, junho 28, 2007

terça-feira, junho 26, 2007

Serviço Público IV: A Estufa para a hortaliça

Parece que o início do verão trouxe novidades para a nossa biblioteca. Já não bastavam os buracos do tecto para embelezar o edifício.
Uma vez reunidas as condições climatéricas ideais (isto é, mais de 20 graus dentro do edifício) decidiram montar uma estufa numa das bancas dos livros.
Só falta colocarem algum estrume debaixo do plástico e semear umas alfacinhas, uns feijões ou até mesmo uns morangos.
É que com este calor, já apetece comer coisinhas de estufa fresquinhas.


Não há condições!

Workshop Coimbra

Finalmente algum tempo livre para escrever um post intimista. Ora aqui vai:

Neste sábado participei em mais uma edição do "Workshop on Applications and Generalizations of Complex Analysis" (a 10ª ) que teve lugar no Centro Internacional de Matemática em Coimbra(CIM).
Posso dizer que no sábado o meu dia "começou" bem cedo, pois foi às 2h30m que acabei de preparar os meus slides.
Depois de uma breve passagem pelo vale dos lençóis, despertei, tomei o pequeno almoço e fiz-me à estrada a caminho de Coimbra. Pelo caminho, tive ainda de ir buscar com o meu carro alguns dos alunos Alemães que se encontram a participar no curso intensivo.
O Workshop começou por volta das 9h45min, com a sessão de abertura presidida pelo presidente do CIM, o Professor Doutor José Miguel Urbano.
Depois da sessão de abertura, deu-se início a um longo ciclo de palestras (foram só 13! ) que começou com o Professor Doutor
Richard Delanghe (Universidade Ghent, Bélgica) seguida pela palestra do aluno de Doutoramento Bram De Knock. Depois destas duas interessantes palestras, chegou a hora do tão ansiado coffee break matinal, onde me fartei de comer bolinhos (para variar!?).
Seguiram depois mais três palestras, as quais aproveitei dar os últimos retoques nos meus slides. Estava tão compenetrado no que estava a fazer que nem me apercebi que a pessoa que estava sentada ao meu lado foi apresentar.
Esta foi uma palestra mais para cumprir calendário, pois nesta altura a maioria da assistência já estava a pensar qual iria ser a ementa para o almoço.
Depois de um almoço rápido no Restaurante Observatório, eis que chegaram as palestras da parte da tarde:
Eu, por sorte ou azar, era o terceiro da lista e para variar, estava nervoso. No entanto, ao contrário das outras vezes, estava bem acompanhado por um objecto que dá que pensar, e que é constituído por casas brancas e pretas: O meu tabuleiro de xadrez.



Este objecto foi fundamental para criar uma certa empatia com a plateia, ao ponto de alguns alunos começarem a olhar para mim ao ponto de questionarem do porquê de eu ter ido buscar ao carro, este tabuleiro. Outras pessoas, como os Professores Eric Lehman e
Richard Delanghe, abordaram-me do porquê de andar de tabuleiro de xadrez no braço. Na altura simplesmente disse que iria utilizar o tabuleiro durante a minha palestra.
E assim foi: Às 15h30min em ponto, lá estava eu a caminhar para a frente da minha plateia de tabuleiro no braço para dar a minha palestra.
Pois se até aqui, ninguém tinha percebido o porquê de utilizar um tabuleiro de xadrez numa palestra, eis que a justificação apareceu nos meus primeiros slides que podem ver abaixo.




Resumindo, a minha ideia consistiu em descrever funções numa malha como sendo funções que vivem em num determinado grafo bipartido em que as cores preto e branco simbolizam os conjuntos de vértices disjuntos e os lados simbolizam as arestas que ligam vértices pretos a vértices brancos. No caso do tabuleiro de xadrez, as nossas arestas podem ser identificadas pela face em comum entre casas pretas e casas brancas.
De facto, esta ideia de material um objecto abstracto num objecto palpável, como um tabuleiro de xadrez, foi fundamental para explicar à assistência, a combinatória do problema (parte deles nem tinham bem a noção concreta de um grafo) ao ponto de ter feito feliz grande parte da assistência (pois não os maçei com definições abstractas e essencialmente
chatas ).
Quando terminei, fui presenteado por um bom lote de questões, o que me fez sentir que tinha cumprido o objectivo principal para esta palestra : Despertar o interesse da assistência para este tipo de problemas. (Em geral, diz-se que quando ninguém faz questões, é porque o tópico a ser tratado é trivial ou não tem qualquer interesse).
Depois da minha palestra, deu-se lugar a uma outra palestra, a qual para variar, desliguei por completo. Estava na altura sentado ao lado do professor
Eric Lehman a responder a algumas das dúvidas que ele me colocou à posteriori, às quais respondi com alguns movimentos orquestrados por peças no tabuleiro de xadrez.
Não sei se ele entendeu tudo o que lhe expliquei. Apenas sei que arranjei um grande amigo! Só para terem uma pequena ideia,
chegámos a um ponto que deixámos a matemática de lado por uns instantes e começámos a trocar impressões sobre champanhe e vinhos Portugueses/ Franceses e a mascar drageias para passar o tempo.
Chegou então a hora do coffee break vespertino. No entanto, ao contrário do coffee break matinal, não tive tempo para comer bolinhos, pois fui bombardeado durante estes 15 minutos de pausa com mais uma bateria de questões.
Desta vez, foram alguns alunos da universidade de Ghent que me vieram pedir que lhes enviasse os meus slides por mail e alguma bibliografia adicional. Depois de me ter esquivado por breves instantes para pegar um sumo e um café, o Professor Richard Delanghe veio felicitar-me pela minha palestra, ao ponto de me dizer que um dos livros que mencionei durante a minha palestra, foi um dos livros que ele também utilizou enquanto estudante de Doutoramento. Neste caso, caí nas graças deste Senhor Professor (um senhor de facto!).
Depois deste último coffee break, pouco mais se passou. No meu caso, apenas fui assistir às restantes palestras por uma questão de respeito por todos aqueles que se estiveram a assistir à minha (Foram só mais 4! Fogo!).
Depois do workshop ter terminado por volta das 18h45min, peguei no meu carro e decidi ir passar o fim de semana com os meus pais.

Em suma, este workshop foi produtivo mas deveras desgastante. Foram por volta de 8h que passei em Coimbra fechado numa sala, quando lá fora estava um sol de fazer inveja. Mas valeu a pena o tempo dispendido ; -)

Para os interessados, um pouco de Benzina

ou o break do Sócrates

O tipo que escreve neste blog lado a lado com um dos seus ídolos

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Quite recently

I was Lost ... in Ghent (Belgium). If you wish to see some pictures from Antwerp, Brugges, Brussels and Ghent click here!

Já agora ...

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